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Recebi o link do video de uma amiga e depois li no bluebus sobre a Free Hug Campaign. Taí uma coisa gostosa de ver (e ouvir). Tenho uma queda por musiquinhas pegajosas que dão um tom emocional e quando juntam isso com uma bela campanha que já fez mais de 3 milhões de pessoas ver o video e a coisa toda ter inspirado mais iniciativas por outros países, fico todo contentinho. Nesses tempos bicucos de campanha presidencial, dê um tempo para você mesmo, para um mundo mais solidário, carinhoso e pacífico. Eu aderi. Campanha? A do abraço.

free hug

Você vê o video original aqui: Free Hugs Campaign (music by sick puppies). Vale a pena ver também a coisa rolando em outros paises. Aqui o de Barcelona. Ainda não vi nenhum da Grécia, nem do Brasil.

Aquele abraço!

Viagens. Em 10 dias, fui a Porto Alegre, de lá pra Olinda e de lá pra Brasilia. 3 mundos, 3 países, mas isso é outra história. Falemos de “Oh, linda“, onde conheci a Wan e reencontrei fff, tati e outros submidiáticos.

Lá fui eu palestrar: “O Memorável encontro sigiloso entre Luther Blisset e Sub Marcos”. Bem, o título é um resumo sobre o que falei. Pra explicar mais, precisaria detalhar muito e agora ando com preguiça… Por enquanto visitem os links. Depois conto mais. Acho.

palestra

gosto disso. clica na imagem pra ler melhor. quer um texto? lê no nê! e nos veremos lá.

saci

Quando tinha uns 19 anos, escrevi uma história curta por carta a uma amiga. Eu, morando em Barcelona, via a política com olhos de anarquista e gostava disso. E ela me respondeu a carta continuando a história e me propôs que fizéssemos um livro a partir daquilo tudo. Foi a primeira vez (de várias outras que viriam) onde alguém me propôs escrevermos um livro a quatro mãos (expressão equivocada que nos obriga sermos ambidestros, veja só) . A amiga nem amiga mais é. Uma pena. Livro junto só saiu um por enquanto e foi experiência maravilhosa. Mas estou mesmo é mudando de assunto e vamos ao foco, ora ora.

A tal da historinha dizia mais ou menos assim: “Existia um político presidente de alguma localidade, mas nem ele nem ninguem faziam disso uma grande questão. Ele estava lá. A população estava por aí fazendo suas coisas em suas vidas. E a vida continuava e funcionava e era assim e isso não tinha a menor importância. O político era um cara basicamente bom. Um belo dia ele desistiu, ninguém nem percebeu, ele saiu de fininho e a vida foi continuando sem muito auê nem nada.” Hoje vejo a historinha com olhos de pessoa mais velha. Era uma utopia, um idealismo adolescente. Eu queria que o anarquismo viesse por desistência, por calmaria, por falta de necessidade de ser diferente, porque tudo estaria bem então os governos seriam denecessários um dia.

Não acho que estejamos próximos disso. Muito pelo contrário. Meu DNA é anarquista sim, mas como norte, como objetivo de vida, não para almejar-se mas para olhar pelo horizonte e seguir. Hoje, mais velho mas nem por isso menos esperançoso, torço mesmo é para que a política saia do notíciário policial e volte a um lugar mais nobre. No fundo, torço para que um dia nem conste do notíciario, como na historinha de quase vinte anos atrás. Mas enquanto isso não ocorre (e tem muita coisa pra ser feita ainda, voto distrital pra ficar em um único exemplo) eu quero, com vontade, que a política brasileira saia o quanto antes das páginas policiais, da área de crimes e marginais. Pra quem eu voto? Ora, isso é um falso dilema. Preste atenção aos links deste post, colega! Voto num carinha com pouco gosto, quase aquele lá que imaginei um dia em Barcelona. Com a diferença de que ele não desista e não desiste.

+1 blog do Estraviz…

Gandhi bem que nos dizia ... "Seja a mudança que você quer ver no mundo"

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